O meu, o seu, sem o nosso. Foi do jeito que tinha que ser! Um pouco mais, minguava; um pouco menos, estragava. A intensidade perfeita, com um fluxo invasivo. A loucura era instável e as palavras, impulsivas.
O sentimento foi esse.
Verbos intransitivos que - na verdade - necessitavam de complemento. Complementos esses, que hoje em dia são meu refúgio: Não vi, não ouvi, não sei.
Agora distante, a gente entende melhor: Não adianta punhal na presença de revólver.
O subjetivo faz sentido sem sequer se pronunciar, usurpando o silêncio e deixando um traço de dúvida.
Foi tudo uso e abuso do acaso.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
domingo, 26 de setembro de 2010
Descoberta.
Éramos um só e nada mais.
Dois em um, fusão complexa, união perfeita entre extremos.
O quente e o frio, o bom e o mau, o claro e o escuro, a tristeza e a legria... Todos, em transito e órbita perfeita.
Nosso constante estado de periélio me cegou. A luz intensa, que afagava minha visão, não me deixou enxergar que o pra sempre não era o caminho que seguíamos.
Distante!
Aos poucos, o inverno ia chegando, as folhas iam caindo. A ilusão permanecia a me cegar.
Você quis me dizer, o tempo todo, que, na verdade, aquilo era mentira. Queria me contar como era, como foi... a verdade intrínseca.
Talvez a culpada seja mesmo eu!
Descobri da pior forma que o "pra sempre" , enfim, não é caminho certo. É meio caminho andado.
Ninguém chega lá, não.
Dois em um, fusão complexa, união perfeita entre extremos.
O quente e o frio, o bom e o mau, o claro e o escuro, a tristeza e a legria... Todos, em transito e órbita perfeita.
Nosso constante estado de periélio me cegou. A luz intensa, que afagava minha visão, não me deixou enxergar que o pra sempre não era o caminho que seguíamos.
Distante!
Aos poucos, o inverno ia chegando, as folhas iam caindo. A ilusão permanecia a me cegar.
Você quis me dizer, o tempo todo, que, na verdade, aquilo era mentira. Queria me contar como era, como foi... a verdade intrínseca.
Talvez a culpada seja mesmo eu!
Descobri da pior forma que o "pra sempre" , enfim, não é caminho certo. É meio caminho andado.
Ninguém chega lá, não.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Breve e para alguém.
As pessoas crescem mais rápido do que se imagina. Sentimentos, anseios e desejos mudam juntamente com esse crescimento, em uma drástica metamorfose; ou eles podem apenas amadurecer... Quando algo é de verdade, não acaba.
"Crescer é mais importante do que estagnar com um único foco."
E eu nunca mais esqueci.
"Crescer é mais importante do que estagnar com um único foco."
E eu nunca mais esqueci.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
O quanto eu te assusto?
Um olhar.
Você... Sempre misteriosa e ilegível, uma incógnita. Sempre se escondendo atrás de historinhas, anedotas e piadas. Fingindo ser o que não é, o que nunca foi e nem quer ser. Sempre fala tudo, sem dizer nada.
Não preciso de palavras, seus olhos lampejam todo seu sentimento, todo seu interior. Em poucos segundos, penetro no seu olhar - que me consome. Apesar de indecifráveis, consigo ver todas as perguntas... e as minhas respostas.
Eu sorrio, você cora.
Vejo tudo, sem saber nada; sem poder saber.
O mistério, em ti, assume um papel diferente em seus olhos quando de encontro aos meus. Eu vejo e você sabe, e me permite ver, mas não entendo nada.
Você sorri, eu finjo dar de ombros.
Você parece assustada, mas fixa o olhar no meu, fazendo segundos virarem horas, horas virarem reflexões e reflexões virarem medo. Medo meu, medo seu. Meu medo de saber, nosso medo de ser, seu medo de querer.
Então, me diga...O quanto isso te assusta?
Você... Sempre misteriosa e ilegível, uma incógnita. Sempre se escondendo atrás de historinhas, anedotas e piadas. Fingindo ser o que não é, o que nunca foi e nem quer ser. Sempre fala tudo, sem dizer nada.
Não preciso de palavras, seus olhos lampejam todo seu sentimento, todo seu interior. Em poucos segundos, penetro no seu olhar - que me consome. Apesar de indecifráveis, consigo ver todas as perguntas... e as minhas respostas.
Eu sorrio, você cora.
Vejo tudo, sem saber nada; sem poder saber.
O mistério, em ti, assume um papel diferente em seus olhos quando de encontro aos meus. Eu vejo e você sabe, e me permite ver, mas não entendo nada.
Você sorri, eu finjo dar de ombros.
Você parece assustada, mas fixa o olhar no meu, fazendo segundos virarem horas, horas virarem reflexões e reflexões virarem medo. Medo meu, medo seu. Meu medo de saber, nosso medo de ser, seu medo de querer.
Então, me diga...O quanto isso te assusta?
Eu deveria te esquecer.
Estavam os dois debaixo da luz do único poste que iluminava a rua. De longe, parecia tudo bem; mas na verdade, eles brigavam como duas crianças, de forma quase silenciosa. De cenho franzido, ele murmurava um discurso, enquanto ela fazia careta.
- A culpa disso foi toda sua! - disse ele ao final, sem medir o tom.
Ela, desacostumada com aquilo, enfureceu-se de um forma atípica.
- A culpa é minha? Você me fez acreditar em suas palavras, quis me iludir e me magoar. Mas sabe qual é a verdade? Eu nunca acreditei em você. Toda a tristeza foi por conta de sua intenção inescrupulosa e não por eu ter realmente acreditado nisso tudo. - seus olhos enchiam-se de lágrimas, enquanto jorrava palavras, que se formavam em sua voz grave e rouca.
Ele pegou-a pelos braços, apertando-os como torniquetes, perdendo totalmente o juízo. Ela fuzilou-o com os olhos, contendo um grito de dor.
- O que você disse? - disse ele, entredentes. Os olhos ardendo em fúria.
- Me solta agora, você está me machucando! - ela ofegou.
Tudo começou a girar em sua cabeça, ela sentia suas mãos formigarem enquanto o fitava com expressão de desespero. Um filme passou em sua mente: Tudo o que ele disse, todos os momentos de carinho, todo o amor que ela sentia, tudo! Tudo estraçalhaço, esmagado, destruido...
Foi quando, de repente, ele a soltou... O súbito jorro de sangue em suas veias foi quase doloroso. Ela suspirou e se afastou cambaleando, sem forças para reagir.
Ele caiu em prantos, desesperadamente. Tentava pronunciar palavras, mas elas saiam ininteligíveis. Seu choro interrompia toda e qualquer frase que tentava dizer. Ela, sem saber o que fazer, começou a chorar junto dele. Os dois choravam, como dois bebês.
Ninguém soube, ninguém ouviu. Eram três da manhã, não havia ninguém na rua. Em especial, naquela rua, que era, independente da hora, extremamente deserta. Não havia uma alma, uma casa... Só casebres abandonados e lojas fechadas por conta da hora.
Foi, então, em meio às lágrimas, sentados no meio-fio, que ele conseguiu pronunciar uma frase, entre soluços. Não exatamente o que queria, nem do jeito que queria, mas foi tudo o que precisava ser dito.
- Você é tudo que eu quero e sempre quis, e nada mais importa.
Ela sorriu.
- A culpa disso foi toda sua! - disse ele ao final, sem medir o tom.
Ela, desacostumada com aquilo, enfureceu-se de um forma atípica.
- A culpa é minha? Você me fez acreditar em suas palavras, quis me iludir e me magoar. Mas sabe qual é a verdade? Eu nunca acreditei em você. Toda a tristeza foi por conta de sua intenção inescrupulosa e não por eu ter realmente acreditado nisso tudo. - seus olhos enchiam-se de lágrimas, enquanto jorrava palavras, que se formavam em sua voz grave e rouca.
Ele pegou-a pelos braços, apertando-os como torniquetes, perdendo totalmente o juízo. Ela fuzilou-o com os olhos, contendo um grito de dor.
- O que você disse? - disse ele, entredentes. Os olhos ardendo em fúria.
- Me solta agora, você está me machucando! - ela ofegou.
Tudo começou a girar em sua cabeça, ela sentia suas mãos formigarem enquanto o fitava com expressão de desespero. Um filme passou em sua mente: Tudo o que ele disse, todos os momentos de carinho, todo o amor que ela sentia, tudo! Tudo estraçalhaço, esmagado, destruido...
Foi quando, de repente, ele a soltou... O súbito jorro de sangue em suas veias foi quase doloroso. Ela suspirou e se afastou cambaleando, sem forças para reagir.
Ele caiu em prantos, desesperadamente. Tentava pronunciar palavras, mas elas saiam ininteligíveis. Seu choro interrompia toda e qualquer frase que tentava dizer. Ela, sem saber o que fazer, começou a chorar junto dele. Os dois choravam, como dois bebês.
Ninguém soube, ninguém ouviu. Eram três da manhã, não havia ninguém na rua. Em especial, naquela rua, que era, independente da hora, extremamente deserta. Não havia uma alma, uma casa... Só casebres abandonados e lojas fechadas por conta da hora.
Foi, então, em meio às lágrimas, sentados no meio-fio, que ele conseguiu pronunciar uma frase, entre soluços. Não exatamente o que queria, nem do jeito que queria, mas foi tudo o que precisava ser dito.
- Você é tudo que eu quero e sempre quis, e nada mais importa.
Ela sorriu.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Entre grilos e calmaria.
Simplesmente observo. Acompanhando friamente cada passo, cada gesto, cada laço.
Não me abalo, não me movo, não ojerizo. Apenas observo distraidamente seus passos, seus milhares jeitos der ser e de 'sê-lo' - e de não ser -; que não me encantam mais do que um simples reflexo de mim mesma. Eu, que me achava diferente daquilo que queria, me observo, encantada, em você.
Observo calmamente... Como uma tarde sentada naquela cadeira de balanço, olhando o horizonte sumir ao cair da noite, enquando atrás de mim cantam os grilos, em tom plácido.
E que se foda se os grilos esfregam seus élitros e não se mostram serenos! Falo de tranquilidade externa... meu interno ainda chora por uma não-tristeza que entristece aquele olhar.
Falo de um amor atemporal, implicitamente atemporal e imutável às circunstâncias.
Não me abalo, não me movo, não ojerizo. Apenas observo distraidamente seus passos, seus milhares jeitos der ser e de 'sê-lo' - e de não ser -; que não me encantam mais do que um simples reflexo de mim mesma. Eu, que me achava diferente daquilo que queria, me observo, encantada, em você.
Observo calmamente... Como uma tarde sentada naquela cadeira de balanço, olhando o horizonte sumir ao cair da noite, enquando atrás de mim cantam os grilos, em tom plácido.
E que se foda se os grilos esfregam seus élitros e não se mostram serenos! Falo de tranquilidade externa... meu interno ainda chora por uma não-tristeza que entristece aquele olhar.
Falo de um amor atemporal, implicitamente atemporal e imutável às circunstâncias.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Just pretend.
Não me impeça de errar, não me julgue dessa maneira e nem me faça sorrir quando não quero. Pense mais em você. Em mim.
Pense em nós.
Pense em tudo que está dentro, tudo que só você sabe, tudo que guarda, tudo que deseja... Tudo que finge, tudo que mente, tudo que esconde, tudo que quer que seja mentira. Tudo que nem imagina que sei.
Não me jogue esse olhar, não mostre interesse, não se preocupe assim comigo, não fale comigo! Você não precisa ser o meu motivo, tudo bem?
Apenas FINJA!
Vamos lá, você é bom nisso. Sabe que é. Melhor que eu, melhor que nós... mas qualquer coisa é melhor que "nós". Qualquer coisa é melhor que nós dois juntos.
Então, simplesmente, finja.
Isso! Continue fingindo; como sempre fez, como sempre foi.
Você tem medo? Eu também. Então, continuemos fingindo...
... pra sempre.
Mas antes disso, me ensina a te enganar?
Pense em nós.
Pense em tudo que está dentro, tudo que só você sabe, tudo que guarda, tudo que deseja... Tudo que finge, tudo que mente, tudo que esconde, tudo que quer que seja mentira. Tudo que nem imagina que sei.
Não me jogue esse olhar, não mostre interesse, não se preocupe assim comigo, não fale comigo! Você não precisa ser o meu motivo, tudo bem?
Apenas FINJA!
Vamos lá, você é bom nisso. Sabe que é. Melhor que eu, melhor que nós... mas qualquer coisa é melhor que "nós". Qualquer coisa é melhor que nós dois juntos.
Então, simplesmente, finja.
Isso! Continue fingindo; como sempre fez, como sempre foi.
Você tem medo? Eu também. Então, continuemos fingindo...
... pra sempre.
Mas antes disso, me ensina a te enganar?
Assinar:
Postagens (Atom)
